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Você já sentiu como se estivesse “descontando” as suas ansiedades, angústias e receios na comida?

Se sim, já parou para pensar porque isso acontece?

Hoje, vou te ajudar a pensar um pouquinho sobre. Então tire esse momento de leitura para refletir, sem se culpar ou pensar em certo e errado. No lugar disso, questione e busque entender o motivo deste “descontar”.

Pergunte-se:

A comida tem assumido papel de recompensa na minha vida?

Toda vez que focamos em algo que exige força de vontade, esperamos uma recompensa. É por isso que é tão comum depois de um dia estressante de trabalho aquele famoso pensamento…

“ah, eu mereço um chocolate”!

Esse pensar é tão automático que por vezes nem nos damos conta, só reagimos.

Pergunte-se agora:

O que será que está me fazendo precisar de uma recompensa?

Será que estou me exigindo demais? Fisicamente talvez? Emocionalmente? Produtivamente?

Entender os seus pontos de partida para a recompensa é como compreender de onde parte o “vazamento”. Por onde está vazando sua força de vontade? Essa é uma etapa imprescindível de compreensão do seu momento de vida.

Pergunte-se:

O que está se passando na minha vida? Como eu estou? Onde estou colocando minha energia?

Entendendo esse cenário podemos passar para um segundo nível de compreensão. Por que a comida é sua recompensa?

Pergunte-se:

Será que estou vendo a comida como proibida?

Será que estou tentando controlar minha vida a partir da comida?

Muitas vezes esse nosso cenário da vida está muito longe do nosso controle, seja no trabalho, na família, na vida pessoal, emocional… E tudo bem, não há mesmo como controlar tudo. Porém, não é raro diante disso agarrarmos algumas “oportunidades” de controle e a comida é um item da nossa vida que traz uma falsa sensação de controle.

De repente estamos tentando cortar doce, cortar carboidrato, cortar isso e aquilo na esperança de voltar a sentir controle.

Em uma outra ponta desse extremo, é como se devessemos nos castigar pelo “mau desempenho” ou “mau comportamento”. Será que você ouviu na infância com certa frequência:

“Se você não fizer a lição, vai ficar sem sobremesa!”

Pergunte-se:

Diante de momentos mais caóticos da vida, é comum eu buscar cortar ou reduzir drasticamente itens da minha alimentação que me são desejáveis?

Será que esse tempo todo me proibindo, me culpando, não está me deixando estressada, mal humorada como dentro de um ciclo vicioso?

Depois de compreender o que está vindo antes para que a comida seja vista como recompensa, já podemos seguir.

A segunda etapa para refletir é se esse “descontar na comida” é em comidas especificas ou em qualquer comida.

Porque aí, chegamos a uma bifurcação reflexiva (hehe), no primeiro cenário posso estar descontando em qualquer comida porque estou simplesmente com fome!

Imagine que você chega em casa à noite só com o almoço no estômago. E já são 19h30 da noite. A primeira coisa que você faz é “descontar” na primeira coisa que vê pela frente.

Ora, o que esperar se você está faminta? É natural que precise comer.

Então fique atenta aos seus intervalos e pergunte-se:

Não estou simplesmente com fome?

Será que me deixei tanto em restrição que acabei não comendo a quantidade de comida que eu precisava hoje?

O outro cenário é quando esse “descontar” é em alimentos específicos. Se for o caso, avalie qual o tipo de relação você está construindo com aquele alimento. Vamos supor que seu alimento específico seja o doce (algum doce específico ou qualquer doce).

Pergunte-se:

Qual tipo de relação eu tenho com o doce?

Será que eu acho que o doce é proibido?

Será que eu acho que o doce vai me engordar?

O que eu penso ser verdade absoluta sobre doce?

Se você nutre uma expectativa de alerta em relação ao seu alimento específico é muito, mas muito comum entrar naquele ciclo em que restrição gera compensação!

Perceba se isso acontece com você e permita-se questionar essas verdades. Posso te garantir que essa não é uma das partes mais fáceis, pois a crença de que um alimento possa te engordar ou te fazer mal é muito reforçada em absolutamente todas as mídias às quais temos acesso.

Não é fácil, mas é possível!

A partir desses porquês a gente consegue encontrar algumas possibilidades de mudança e criar uma relação saudável com a comida!

Conte comigo para isso.

Com carinho,
Grazi Batista ❣


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