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Eu estava pensando aqui sobre conselhos e lembrei que se conselho fosse bom não se dava, se vendia. Então resolvi escrever aqui um dos conselhos que costumo vender 😀

E antes que você pense que falar é muito fácil, eu já te adianto que não tenho a pretensão de mudar sua maneira de agir nem de pensar, mas sim de reagir e de ser. O meu convite é simples: não embarque nos seus pensamentos, se identificando com eles. Ao invés disso, questione-os por alguns instantes.

Mas como assim?!

Para você ser um bom conselheiro é necessário parar, pensar e questionar ao invés de somente sentir e reagir, certo? Quando estamos aconselhando alguém, é comum pararmos para questionar a situação. Só esse movimento de buscar alternativas já nos faz pensar de uma forma diferente daquela convencional de reagir automaticamente.

Agora imagine a seguinte situação:

Você chega para sua amiga contando que fez a matrícula na academia, mas tem duas semanas que não frequenta. Fala que está extremamente decepcionada e pede um conselho sobre o que fazer. E ela responde:

Nossa, mas é sempre a mesma coisa. Você se propõe a fazer as coisas e nunca cumpre. Melhor mesmo é desistir ao invés de ficar jogando teu dinheiro no lixo.

O que você acha dessa resposta? Essa sua amiga é uma boa conselheira ou está simplesmente reagindo a essa situação da pior forma possível? Não é pouco comum darmos esse tipo de conselho para nós mesmos quando cometemos algum erro, ou quando sentimos que fizemos menos do que gostaríamos. Se você sentiu que perdeu o controle sobre a comida, ou que não comeu frutas o suficiente ou que não bebeu o tanto de água que precisava isso não significa que você é
uma descontrolada, preguiçosa, que não consegue fazer nada direito.

Eu te entendo se num primeiro momento for automático pensar isso, mas e se ao invés de apenas pensar assim e reagir de acordo, você pudesse dar dois passinhos para trás, parando para olhar de fora e se questionasse na seguinte ordem:

1- Identifique o FATO: olha, hoje eu não comi tão bem quanto eu gostaria ou não comi tão
bem quanto eu sinto que eu precisaria ter comido.
2- QUESTIONE o comportamento: por que será que eu não comi como eu gostaria hoje?
O que me atrapalhou?
3- ACONSELHE-SE: O que será que eu posso fazer de diferente? E como posso fazer uma nova tentativa contornando essa dificuldade?

Na maioria das vezes colocamos uma carga muito pesada de perfeição sobre novos hábitos e comportamentos e idealizamos sua execução. Só que na vida real também se aprende muito errando. Você não precisa (e nem deve) acertar sempre, talvez você só precise de tempo e de um bom conselho de amiga partindo de si mesma.

Categorias: Dicas

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